Todos os anos, desenvolvemos na escola projetos com ênfase na investigação, dando à criança a possibilidade de serem protagonistas, desvendando algo de seu interesse, motivados pela curiosidade, pela pesquisa e ação sobre o objeto de conhecimento.
Em 2024 optei por trabalhar com a turma algo que fosse mais significativo, palpável e que trouxesse alguns significativos para a vida real. Após muito pensar em temas que pudessem trazer sentido e significados dentro do contexto das crianças, refleti: “Por que não trabalhar sobre Guaxupé?”. Por ser a nossa cidade, ter muitos pontos significativos que fazem parte do dia-a-dia dos pequenos e muitos lugares que eles não conhecem, poderia explorar toda a riqueza do município, suas potencialidades, a culinária local e do estado, nossas belezas e a força do trabalho.
Assim, “vendi o tema” para a turma e o mesmo acabou sendo muito aceito por todos.
Ter acesso à produção sociocultural, apropriando-se do patrimônio histórico, artístico, científico, tecnológico e cultural. (EI02TS04MG).
Após lançar o tema, de acordo com a aceitação das crianças, iniciamos os encaminhamentos. Por se tratar de um projeto investigativo, era preciso levantar com as crianças suas curiosidades, o que já sabiam sobre o tema e o que gostariam de descobrir. A primeira etapa do projeto foi a elaboração conjunta do mapa conceitual, contendo o que sabiam (verdades provisórias e hipóteses), o que gostariam de saber e onde poderíamos pesquisar.
O QUE SABEMOS?
Têm escolas;
Têm viaturas, de bombeiros, polícias e ambulâncias;
Têm casas;
Têm Corpo de Bombeiros.
O QUE QUEREMOS SABER?
Tem trem em Guaxupé?
Têm parques?
Tem música?
Tem prefeitura?
Tem criança na prefeitura?
Como será a plantação do café?
Onde encontra de cortar a grama do café?
COMO FAREMOS PARA DESCOBRIR?
Pesquisa na internet;
Aulas passeios;
Pesquisa;
Pesquisa de campo;
Com as famílias.
PROPOSTAS DESENVOLVIDAS:
Música Fruto da Esperança: ouvimos a música do Professor Ìtalo Honório. As crianças refletiram sobre o “fruto da esperança” — o café.
Nome da cidade: em roda, refletimos sobre a origem do nome Guaxupé.
Pontos da cidade: conversamos sobre comércios, praças, igrejas, indústrias e espaços de lazer.
Visitamos: Parque da Mogiana, estátua “Nicanor”, prefeitura, catedral, e uma plantação de café.
Hino de Guaxupé: assistimos ao vídeo oficial.
Cultura local: vimos imagens de expressões culturais da cidade e artistas da terra.
Esse projeto trouxe não o resgate, mas sim o pertencimento e conhecimento sobre Guaxupé e suas riquezas. Mesmo sendo crianças pequenas, contribuíram e evoluíram durante o processo. Junto com Ana Maria e a equipe diretiva, buscamos fazer tudo ser significativo.
“Ninguém caminha sem aprender a caminhar, sem aprender a fazer o caminho caminhando, refazendo e retocando o sonho pelo qual se pôs a caminhar” – Paulo Freire← Voltar ao índice